10 de agosto de 2014

Seven


Budapest, Cidade do Amor. Junho 2014






"Have no fear

For when I'm alone
I'll be better off than I was before..."




Sete vidas, sete pecados capitais, sete meses de Irlanda!
Ilha esmeralda, não podia levar outro nome, muito mais verde do que cinza, calma, límpida, bonita.. Terra de gente generosa, amorosa, de gente feliz mesmo em dias de chuvas (quase todos os dias). 
Tudo que eu não gosto certo?
Não poderia ter escolhido lugar melhor pra fazer meu intercâmbio. Sair um pouco daquele movimento, trânsito maluco, daquela correria.. Para estar num lugar como esse tão perto de todo o resto da Europa. Lugar para se desvendar, conhecer a história, para refletir...

Já estou quase alcançando a lista de 10 países visitados (na próxima trip completo). Quantidades pra mim não importam, tento ir para cidades com um Q a mais, menos clichês, busco por cantos de belezas naturais, daquelas coníferas lindas que a gente não encontra no Brasil. Da paisagem quase igual em todos os lados mas, intocadas!
Cada nova viagem é um mundo novo de percepções próprias, absorção do ser de outro país, da atmosfera diferenciada, da apreciação, reflexão do que é diferente para nós, vivência de novos sabores e sentires...


7 meses vivendo aqui, significam 7 meses a menos para viajar. E isso me deixa um pouco triste, porque os dias vão passando e tenho menos tempo para conhecer lugares da minha lista de sonhos (que não é pequena). Mas o que me conforta é saber que sou forte e talvez "smart" o suficiente, para aproveitar novas oportunidades, correr atrás desses sonhos que talvez, vão demorar mais para se realizar. Ou se não acontecer, tudo bem, já estive em terras europeias e isso pra mim já era inalcaçável que chega para eu estar explodindo de felicidade. Então, se eu fosse embora amanhã, estaria suficientemente realizada.  


Realização é a palavra que me faz levantar todos os dias da cama, palavra de impulsão que ergue-nos até nossos sonhos. E cada dia vivido, cada pequena coisa alcançada, é um degrau vencido, seja ele pequeno, grande, inclinado...


Espero conseguir desfrutar muito mais desses 11 meses que ainda tenho pela frente, abrir ainda mais a mente para novos aprendizados, vivencias. Estar disposta a voltar e continuar buscando por melhorar, no meu trabalho, na minha fé, nos meus estudos, família..Porque afinal de contas, uma coisa que sempre digo e que continuarei refletindo: o intercâmbio nos põe muitas pessoas diferentes a nossa frente, conhecemos várias, de várias culturas Mas quem a gente realmente desvenda e conhece bem nesse período, somos nós mesmos. 



"..Apoderar-se de si
Remediando passos
Convergir no olhar Nosso brio e fúria Conceber, conservar Aguerrida entrega Nesse nosso desbravar Emanemo-nos amorAté quando suceder De silenciar O que nos trouxe até aqui..."

23 de julho de 2014

Saint Patrick Day's

A vida fácil sempre nos deixa cômodos, e nessa fase de bolsista que vivo atualmente, é que não tenho a menor sombra de dúvida disso. 
Na minha terra natal, não respirava, emagrecia sem academia, precisava anotar tarefas para não correr o risco de esquecer, esquecia do mesmo jeito... Agora, tudo está mais light, principalmente o tempo de sobra. Mas como li por aí, o intercâmbio faz conhecermos mais sobre nós mesmos, do que os outros, e estou concluindo que não nasci para essa vida parada. Preciso de movimento, horários, pensar rápido, prazos, pressão, café... A graça está no vai e vem, não na estabilidade. Tomara que a faculdade aqui seja tão difícil que eu precise ficar horas debruçada para aprender...

Mas enfim, vamos ao que nos interessa.
Ah muito tempo atrás - vulgo quatro meses, em Março a Irlanda comemorou mais um dia de São Patrício, e "arround the world" várias construções famosas ficaram literalmente verde.
A cor da sorte, do trevo de três folhas - que aqui na Irlanda significa sorte e que é um dos símbolos do país; a cor da roupa do santo padroeiro dessa grande fazenda, como diria um amigo meu. E talvez ele tenha razão, uma grande fazenda é mais verde do que cinzenta e a cor remete a sorte...

No dia de São Patrício, todo Irish sai a rua para comemorar, em todas a cidades do país, mas a concentração principal e a maior festa é em Dublin, capital; e eu estive lá. 
O lado cultural é muito bonito, com desfile pelas principais ruas da cidade, assim como quase toda festa tradicional - inclusive o carnaval das passarelas no Brasil. Durante a semana anterior há uma programação especial de shows, apresentações culturais das mais variadas artes, parques espalhados pela cidade; uma boa pedida para famílias e jovens apreciadores da cultura local. 
Mas no dia 17 de Março, último dia de comemorações, a festa acabou com o final do desfile, por volta do meio dia, e após isso o que restou foram pessoas bebendo na rua, tentando entrar em algum pub no qual não dava para se movimentar dentro, de tantas pessoas procurando diversão. 
A polícia local tentava o tempo todo tirar a bebida das pessoas que insistiam em carregar todo o estoque de fontes de álcool dos mercados próximos; mas o esforço era visivelmente inútil e as pessoas continuavam...
Na rua, o que se ouvia eram cornetas, brasileiros gritando (sim, eles estavam em Todas as esquinas), e alguma música relativamente baixa vindo de algum pub próximo...
A tentativa de diversão da minha parte foi falha, estava ruim do estômago e não bebi daquele dia, e olha que já costumo ser chata bêbada, imagine consciente...

O que conclui da festa é que o intercâmbio não foi capaz de me mudar tanto ao ponto de me fazer ir para um carnaval de rua e conseguir obter algum sucesso e diversão, então da próxima vez, tentarei aproveitar mais o lado cultural da festa que me parece rico. Além disso, as pessoas nas ruas durante o desfile realmente valorizavam aquilo, e isso foi umas das outras coisas que conclui, os irlandeses são realmente patriotas e amam usar todos os acessórios remanescentes e comuns na festa de São Patrício, assim como os baianos gostam de pôr seus abadas em Fevereiro..

12 de maio de 2014

Uma carta pra Ela..


Só de pensar em escrever algo, as lágrimas já começam a se fazer presente aqui de longe.
Mas vamos lá...
Hoje é seu dia minha rainha!

Primeiramente, gostaria de simplesmente te agradecer por tudo.
Estou aqui distante, vivendo intensamente um momento na minha vida que jamais vou esquecer, correndo atrás dos meus sonhos, viajando, conhecendo lugares que quando eu era pequena ficava sonhando em poder estar um dia.
E tudo isso graças a quem?
Obviamente a Minha mãe.
Mesmo sabendo que você prefere essa vida pacata ao lado da família e para a família em todos os momentos, eu não posso negar que o que me impulsionou até aqui é o exemplo que você me deu durante toda minha vida. Sua persistência, honestidade, sua calma infinita para com nós e principalmente sua bondade nata, me inspiram cada vez mais a seguir em frente e correr atrás dos meus sonhos.
Desculpa eu estar tão longe agora, mas infelizmente os filhos criam azas, e assim como eu absorvi de você bons sentimentos e características genéticas, eu peguei um pouco do senso aventureiro e liberto do Lorinho...
Eu e meu irmão somos a mistura perfeita de vocês dois, um pouco de amor daqui e dali, mas no fundo todos nós somos ímpar. Cada qual com sua essência.
O que vale é viver o amor, lembrar todos os dias da família maravilhosa que eu tenho e lembrar também que se não fosse essa mulher guerreira aí, a gente não seria tão unido. Obrigada pela nossa família, você tem culpa nisso! Haha

Te desejo tudo de bom nessa vida, felicidade, paz no coração, e principalmente saúde (né dona Inês?) pra seguir em frente!
Porque vontade de viver e amar-nos... aah, isso eu sei que não lhe falta!
Te amo para todo sempre!
Feliz dia das mães minha melhor amiga!

1 de maio de 2014

Ser ou não ser?

Aqui e em todo lugar, isso sempre costuma acontecer.
Eu me deparar com alguém que não sabe ser quem é, simplesmente...
Ta certo que, a todo tempo a gente se desfaz em nós, finge algo aqui ou ali, ri falsamente em algum instante oportuno e necessário, o mundo nos exige isso em alguns momentos. Aceitável?
Talvez sim, dependendo do ponto de vista.
Mas considerando que, se alguém se julga do bem, ou se julga tentar ser o melhor que é, não. 
A busca por viver sua total essência - se é que isso importa, deve ser verdadeira. 
Não se manipula momentos, horários, falhas, não se coloca alguém de canto por um tempo. Não se desfaz um sentimento intenso numa noite para o dia. Não faz sentido viver o que não se quer por questão de status. Não faz sentido esconder-se de si mesmo, fingir ser quem não é por simplesmente, se importar com que os outros vão pensar. 
Dificilmente consigo ser falsa. Posso conviver com quem não "bate", e ser feliz com isso, mas não torno coisas que julgo ruins parte da minha alma, parte do que sou. Porque não faz sentido Eu não ser eu, simplesmente. 
Ter medo é aceitável, viver infeliz por querer e fingir que não pode, não. 


"Não procure paz onde paz não há
Não procure alguém onde não há ninguém
Não procure um céu azul no Mar Vermelho
Não procure outras pessoas no espelho.." - E.H


29 de abril de 2014

Vamos nos permitir?

"Do meu olhar para fora, o mundo é só miragem.."

O que seria da vida sem as coisas simples que preenchem nossos dias?
sem os prazeres de uma companhia sem cobranças?
Sem fazer questão de status? de estar no meio dos "interessantes"?
Espero continuar assim, nesse momento de paz interior, caçando e encontrando boas coias em pessoas inesperáveis, me surpreendendo com os outros e comigo mesma. Espero continuar na busca do que realmente sou, estando ao lado de quem quer que for, mas feliz por isso.
Encontrar momentos, a paz, a natureza. Encontrar-se nisso tudo e compartilhar d'alma que pulsa aqui dentro... Que tem vontade de ser, estar, viver...amar, talvez. Mas primeiramente, a si mesmo.


"...eu finjo ter paciência... E o mundo vai girando cada vez mais veloz, a gente espera do mundo e o mundo espera de nós... um pouco mais de paciência. Será que é tempo que lhe falta pra perceber? Será que temos esse tempo pra perder? E quem quer saber? A vida é tão rara..." - Lenine

Clichê, que não perde o significado Nunca pra mim.
Bora viver?

27 de abril de 2014

Sunday Delirium

Estava aqui pensando sobre o que o intercambio significa na vida das pessoas, quando tinha lido um texto de uma colega que está a um ano na Irlanda já; por meios e motivos diferentes mas encarando talvez, alguns mesmos desafios que eu.
Quando eu vim, eu só queria vir.Sabia que profissionalmente essa experiência me traria talvez bons resultados, e eu poderia conhecer lugares que quando eu era criança ficava babando nos filmes...enfim, sabia de tantas mudanças mas não conseguia dimensioná-las na minha humilde cabeça.
Hoje, depois de quase 4 meses, vivendo uma rotina completamente diferente da que eu estava habituada, tenho certeza de que minha maior vontade ao resolver vir pra cá, era mudar coisas em mim que eu não suportava.
Encontrar reciprocidades em pequenas coisas, em pessoas completamente diferentes, cheias de defeitos que eu não suporto mas que devo aprender a conviver por ser apenas humano. Me encontrar ao fazer e estar em lugares que realmente me fazem bem. Compartilhar de momentos com pessoas com prazo de validade na minha vida, mas que fazem a minha vida valer a pena. Me entregar aquilo que sempre sonhei e saber ser feliz livre, o maior dos meus maiores problemas.





Experiências e quedas a parte, estamos aqui para viver, e diante de tantas possibilidades, ficar parado não é uma delas! Então, como um certo poeta disse uma vez, "faz da lágrima o sangue que te deixa de pé.." E bora viver a única chance que temos de sentir e ser feliz por isso!

23 de março de 2014

Galway - Cliffs of Moher







Ok, não estou seguindo a proposta do Blog, então vou dar uma agilizada aqui e falar sobre a viagem que fiz a mais de um mês atrás!
Ganhamos um Break aqui das aulas por uma semana, a conhecida "study week" que algumas instituições dão aos alunos. E ao invés de estudar fomos viajar, como bons filhos da Dilma que somos.
Escolhemos cidades clichês, compramos passagens baratas, duas excursões e só fomos...
A viagem começou no sábado, dia 15 e passamos o dia na estrada. Fomos para Dublin e de lá fomos para Galway!
A cidade não conhecemos muito porque chegamos a noite já, e domingo cedinho tínhamos excursão para os Cliffs of Moher.
O nome significa As Falésias de Moher, e em Irlandês diz-se Aillte an Mhothair.
O "penhasco" popularmente falando foi formado a mais de 300 milhões de anos atrás no período carbonífero e é considerado um belo exemplo de bacia sedimentar, o que normalmente só é visível por abaixo do oceano. 
A história do local, flora, fauna e geologia está disponível num centro de visitação muito semelhante com a casa do teletubbies, construída para melhor atender aos turistas que vão ao ponto mais visitado em toda a Irlanda. Há um site também que trazem muitas informações bacanas sobre os Cliffs -  https://www.cliffsofmoher.ie/ ; o que eu acho bem interessante porque você escolhe saber mais do que lhe de fato interessa.
Gostaria de compartilhar um pouco da sensação e do momento em que visitei.
O dia foi longo, fomos em uma excursão, onde o motorista era o guia e durante o percurso ele ia contanto sobre os lugares que íamos passando - o que em certo momento se tornou meio boring, mas ok...
Estar no Cliffs é algo que quis desde que comecei a pesquisar sobre a Irlanda antes de decidir vir pra cá; não acreditava na possibilidade de existência de um local como aquele!
Parecia que o mar tinha descido suavemente para nos mostrar tamanha beleza.

Ver o oceano na sua imensidão de ser a mais de duzentos metros de altura é de fato algo indescritível.
Eu diria que é um belo exemplo de local que não se deveria morrer sem antes, conhecer;. É um tanto quanto muito utópico, mas apesar de a gente ter passado só algumas horas, andando e tirando rápidas fotos, em vários momentos fixei meus olhos em roxas e fiquei imaginando o quão o mundo é perfeito,  e o quão a gente não valoriza isso... 
Bom, pode ser que se sentir melhor em algo natural do que num shopping seja algo essencialmente meu, mas acredito que muitas pessoas também carregam isso em si.
Depois dessa ida, a minha vontade é de levar cada pessoa que eu amo pra lá, e dizer, "look this" e talvez olhar em seus olhos e vê-los brilhar, tanto quanto os meus estavam e estão ao escrever esse post hoje. É um lugar que quero ir quantas vezes me for possível ir e que eu recomendo Demais; mas recomendo também que vá com vontade para aproveitar ao máximo, não vá porque é mais um ponto turístico... Apesar de eu ter ido e querer ir em lugares clichês, minha intenção é aproveitar, acrescentar, aprender, ver, sentir e compartilhar!

Lucas, Sabrina, Ana Carolina, Mateus,
Cláudio, André, Guilherme e Maycon...
Ah, e sobre as pessoas com que vivi esse momento: são as pessoas que eram para estar lá, comigo, cada um do seu jeito, sorrindo e aproveitando da sua forma, como há de ser...


Dicas: Se possível, alugue um carro e vá! Você ganha mais tempo para curtir e consegue ir até as últimas falésias... Mas se não der, existem algumas empresas de turismo que fazem essa excursão, como fizemos. Compramos pelo site - http://www.galwaytourcompany.com ; e indico! Paramos em vários locais legais, mas se fosse falar de todos, teria que pesquisar muito, e como já estou atrasada nas postagens, vou indicar meu Flickr para visualizarem as imagens: http://www.flickr.com/photos/121192394@N05/