1 de maio de 2010

Mera conclusão

Sempre quis ter o dom de poder escrever coisas que estão fora da minha realidade. Criar frases que contenham histórias, medos ou saudades de outras pessoas, em outros momentos. Sempre consegui relacioanar desabafos de amigas e amigos, em textos, mas sempre com aquela pontinha de Eu lírico, comparações, opiniões que me dizem respeito...
Gostaria sinceramente de te contar uma crônica, ou um romance se preferir, que não tenha acontecido comigo, mas infelismente, não tenho esse poder.
Assim sendo, desabafo.
Conto-lhe, que tudo que escrevo aqui já vivi, ou vivo. E tenho uma "teoria" linda que anda martelando em minha cabeça a dias, e que gostaria muito mesmo de escrever.
Sabe o que me leva a deixa-lá apenas em meus pensamentos?
A falta de verícidade que ela carrega. Bom, pelo menos pra mim é claro...
Me arrisco mesmo assim, porque quero a tornar real e sei que nada me impede, só não depende de mim, e gostria muito que fosse recíproco:

"O fogo, não é fogo no primeiro dia, ele é apenas luz. Aquela luz do teu olhar no meu olhar, com o encanto do sorriso, da risada mais doce, da chuva fina, ou do luar em conjunção..
O fogo, vai ser o aquecedor das almas, apenas quando elas se permitirem, vai eclodir para todos os lados, e todos vão dizer: "oh! quão lindos eles são juntos!"
O fogo vai os levar a lua, e trazá-los de volta, a cada novo encontro, a cada nova viagem.
A viajem ao amor, que será tão simples e mágico quanto o pôr-do-sol num dia de outono.
Quando o fogo nos queima, é intenso, mas não é ruim.
Faz o coração bater mais forte, a perna tremer, assim como em muitas frases feitas por aí espalhadas. Mas a simplicidade do momento o torna irrestível. Como um bolo de chocolate, um filme em dia de chuva, ou um simples sono...
A cada nova viagem, um ser consegue despertar-se através do outro, e aprende mais sobre si mesmo, do que se caminhasse sozinho..
Eu diria que o fogo é a paixão.
E a paixão, a propulsora do amor."

"Se apaixonar é bom. E melhor ainda, é se apaixonar, novamente..."

20 de abril de 2010

Depende apenas, do ponto de vista



Eis o amor. Não se preocupem (aos que interessa), não amo novamente. Eis o amor em minhas palavras, não o amor em escrevê-las, mas o amor como tema, assunto, motivo.
Dias de aprendizagens e experiências novas, me fizeram aqui registrar pensamentos obsoletos, mas que me trouxeram novo sentido, nova maneira de enxergar.
Amor recíproco é um sonho. Da menina de dez anos que acredita em príncipe encantado de cavalo branco, ou da adolescente apaixonada, que ainda acredita no amor eterno, ou sonho de um amigo, amiga. Cada qual no seu quadrado, com seu ciclo de pessoas, em determinada época da vida.
Eu já amei sozinha, não fui correspondida, errei com amigos e amigas, mas continuei amando, e também, erraram comigo. Mas meu amor ficou, doeu, mas ficou.
Tudo o que acontece, brigas e desentendimentos, por exemplo, nos proporcionam outros caminhos, que nos mostram novos amores. Amores mais intensos. Amores que ajudarão alguém, por aí..Amores.
Que vem que vão.
Que voltam.
Que não voltarão.
Amor é sempre amor, o anjo, a anja, o bebê, a ursinha, todos o apelidam, isso ninguém negará, e isso é lindo. Poder ter intimidade com uma pessoa ao ponto de chamar assim...
Todavia, nem sempre se pode ter intimidade, nem sempre será recíproco. E quando não for? Deixarei de amar?
Eu  não. Amor ninguém sabe explicar, só consegue-se sentir, mas podemos observar o que ele causa. Querer bem, se preocupar, torcer, admirar, orgulhar-se, rir, chorar por ele, ou ela, sorrir pra ela ou pra ele, quando nada mais o motiva, além daquele olhar brilhante.
Por isso, se amas um amigo (a), uma mulher ou um homem, mas não és amado da mesma forma; ou melhor, da maneira que esperas ser amado (a), não deixe de amar. De sofrer ninguém está escapo, mas o amor silencioso faz bem, contagia o amado (a) de pensamentos e esperanças positivas. E um dia, tudo virá a tona, mesmo que já não lembres mais se amou mesmo, o bem que fizestes fará ser inesquecível.

Parece-me confuso,  mas quem já viveu, saberá.
Não se preocupe, não vivo isto, só lembrei-me de minha infância. Tudo era sonho, e tudo era igual para mim e para ti, ou pelo menos, o sentimento. Hoje, todos sentem distintamente, eu sei apenas, é de mim, e mesmo assim não por completo. Quem entenderá do próprio sentir? O ser superior?
Não sei, a mim não cabe, mas penso que quem será divino, é aquele que é homem o suficiente para assumir que não sabe o que sente...


"aprendi que não posso exigir o amor de niguém..."







31 de março de 2010

Apenas pensamentos

Observei duas cenas pela qual eu passo todos os dias da minha mais nova rotina. Crianças. Isso mesmo, crianças. Como são mágicas. Tão ingênuas, mas ao mesmo tempo tão entendidas, puras. Acabei de ler O Pequeno Príncipe, de uma leitura tão simples e fácil, mas de um significado magnífico. É difícil de entender, porém para aqueles que já possuem o pensamento de pessoa grande, ou a quem já se está se adaptando a ele, tipo eu. Minha linha de pensamento se baseia nos meus sonhos, mas estes não se realizarão assim, do azul, tenho que buscar algo antes, algo que os homens nos exigem. Poderei perder alguns anos com isso, e poderei sacrificar tanta felicidade para realizar. E paro para me perguntar as vezes, posso dispensar os melhores anos da minha vida, e posso não chegar ao final para viver o que almejo, ou posso conseguir viver esse ou aquele sonho e deixar os outros de lado por obrigação. São tantos os caminhos, rumos e sons a decidir que a gente se perde. Se perde sabe onde? Nos próprios pensamentos, tropeça nas idéias e acaba não as formulando perfeitamente, e eu tenho medo. Tenho medo de pensar muito e não ter tempo de viver o que quero, de não poder viver o que quero. Gostaria, de estar segurando um potinho com água e sabão se encantando com a simplicidade das bolinhas de sabão, como observei hoje. Ou brincando com as minhas mãos, que já lutam por aquilo que os homens querem... Não posso mais brincar. Não tenho tempo. Mas crio um sorrio quando vejo que há crianças que podem... Que logo serão como eu, sem mãos para brincar... "Também somos ricos das nossas misérias."   Tenho medo. Não quero ser pobre de felicidade, busco a resposta em quem sabe mais, pois enxergam apenas a pureza do detalhe. Busco o olhar das crianças, o tempo que não se volta pode me trazer respostas para os problemas de gente grande...

24 de março de 2010

Passou

Sem saber, sem pensar, o tempo voou, chegou, abraçou. A mim.
Não reclamo pois não há mais motivos, estou feliz. Amo, penso e vivo. Tudo o que almejava.

"Quando eu me lançar sobre o teu olhar, e tudo vai se calar.." ♪

20 de março de 2010

ao sorriso



Hoje, acordei pensando como é diferente todo dia em que acordamos, hoje olhei meu urso e pensei "não acordo todos os dias com ele do meu lado."
Imaginei-me acordando daqui a alguns anos, com alguém do meu lado me abraçando, imaginei-me acordando daqui á alguns meses super ansiosa com o vestibular, ou super esgotada de trabalhar...
Não sei ao certo se chegarei lá, mas pensei..
E pensei também se te escreveria, não sei ao certo, mas acredito que vou.
Não queria, adoro esse ar de mistério que ficou, mas quando penso que podes me odiar por isso, lamento.
Não quero isso para nós, escrevi a carta, e um peso enorme saio de minhas costas, depois de algumas lágrimas, eu sorri verdadeiramente.
Estou completamente livre.
Não que antes eu já não estivesse, de certa forma sim, passava dias pensando só em mim, mas e nos dias depressivos? Tudo via a tona, inundando meus pensamentos.
Eu escrevi, vou te mandar, mas não me leve a mal, depois de tanto tempo. Pra mim é como se tudo tivesse ocorrido semana passada, porque como li ontem, foi só uma vírgula...
E amanhã nada mais passará de meses atrás, e o tempo que virá será melhor, porque nunca perdi as esperanças de me fortalecer em meus sonhos, nunca, mesmo em meio a lagrimas.
Estou feliz, e só.


"O destino costuma estar na curva de uma esquina. Como se fosse uma linguiça, uma puta ou um vendedor de loteria: as três encarnações mais comuns. Mas uma coisa que ele não faz é visitas em domicílios. É preciso ir atrás dele."

Carlos Ruiz Zafón, A sombra do Vento.

9 de março de 2010

Realmente Recíproco?


  

  Um tema atual e tão discutido no mundo todo e que segundo muitos vem integrado ao próprio ser humano; é indignadamente descrito por Jean Jacques Rosseau quando diz: "Prefiro ser um homem de paradoxos do que de preconceitos".
  O preconceito em nossa atual sociedade se torna um grande problema agravante da violência, de problemas picológicos e principalmente da marginalização social. Não é difícil concluirmos que o preconcito está encravado na sociedade há anos, e já faz parte da história mundial.
  Hoje em dia existem grandes programas de combate ao preconceito. De maneira geral com o intuito de cada vez mais impedir que pessoas de cor ou cultura distintas venham sofrer alguma ofensa. Contudo, devemos considerar que, alguns desses programas ou leis são um tanto quanto contraditórios.
  Como exemplo podemos citar o sistema de cotas para negros nas universidades Federais. Onde ao invés de buscar uma maior inclusão dessas pessoas, cuja cor de pele se difere da maioria dos brasileiros, acaba "julgando" indiretamente que, por tal característica, estas possuem menos capacidade inteligíivel.
  Considerando todo o contexto histório que engloba este sistema de cotas para negros, concluiremosque de fato devemos o direito de uma vida mais digna em uma sociedade plenamente igualitária à essas pessoas. Pois houve uma grande exploração sobre o povo africano durante a escravização no Brasil.
  Por tudo isso devemo rever os conceitos consideráveis, ao julgar alguma iniciativa de combrate a qualquer tipo de preconceito. Pois nem sempre, os objetivos são alcansados ou bem exclarecidos. Mas acima de tudo, utilizando nosso bom senso para ajudar a combater esse tipo de agressão a integridade humana de alguém.

Ana Carolina, 03/03/2010.

20 de fevereiro de 2010

Ao acaso










 Podemos observar lá fora, pela fresta da janela quão grande o mundo é. Por diversidade, cultura ou pela beleza de uma floresta, que se estende à beira de um mar de águas cristalinas. Quanta beleza ao nosso alcance, a nossa vista... Mas que não a percebemos com meros olhares, pois ver se distingue de enxergar...
  É simples chegar a essa conclusão. Ponha um fone ao ouvido e ande pelo centro da cidade, ou por algum lugar onde se encontra um grande número de pessoas.
  Eu o fiz. E tão simples e magníficas são as conclusões que se tiram de tudo isso. Eu enxergo pessoas de todos os tipos e tamanhos, algumas bem portadas para um mero terminal urbano, outras nem tanto. Talvez por falta de oportunidade, não sei.
  O que se tira disso tudo não é a forma como elas andam, a roupa, os calçados, e sim o objetivo de cada uma. Olhares distantes, no filho desempregado, olhares preocupados com o filho doente, a mãe em fase terminal num hospital, ou até o olhar triste de uma criança, cujo presente de natal foi uma boneca que vulgarmente diríamos de "um e noventa e nove", ganhada dos poucos que fazem jus a própria pena sobre os outros...
  Observo o olhar daqueles adolescentes que andam, andam e andam a caminho das escolas, universidades, cursinhos, em busca de algo cujos próprios pais não tiveram; uma carreira sólida e uma estabilidade profissional, além da realização pessoal.
  Pergunto-me apenas, se essa correria pelo mundo faz com que as pessoas uma hora largam tamanha preocupação com o passageiro e agradeça. Olhe para o céu, para o mundo que vejo do meu quarto, olhe para a mais simples plantinha que se encontra no meio de tanto concreto, que insiste tanto e mais no viver. Pergunto-me se elas se motivam ao observar as ondas que se vão, mas que outrora voltam, criam espuma que interpreto como sorriso.  Agradecem será ao próprio cão doméstico?
  Há quem acredite na força divina, há quem diga que evoluímos, e de uma grande explosão viemos, mas isso já não me convence mais de que devemos apenas ir vivendo, lutando por melhorar e realmente evoluir mentalmente ou humanamente. Digo-lhe que apesar de qualquer verdade não absoluta que vemos pelo mundo afora, sobre de onde viemos ou vamos; o que devemos independente de qualquer ato ou acaso, é agradecer. A quem? Não há alguém nesse mundo que num monte de bosta não acreditará; há algo em suas coleções de fotos, ou acontecimentos que acreditarão ou acreditam de alguma forma. Apenas aposte nisso e diga: obrigada por ser belo ou bela, e me fazer sorrir pelo mundo lá fora, me oferecer te contemplar ou pensar em ti no mais alto de minha tristeza, provocando-me tamanho sorriso que me curará de tamanha ignorância diante dos fatos. Obrigada por eu poder olhar por entre a fresta da janela, e agradecer ao mundo que me espera lá fora, mesmo que eu possa apenas aproveitar pequena parte dele. Essa parte é o que dá sentido ao mero sorriso que ainda tenho aqui comigo, ao lembrar-se de você.
Nada será tão obsoleto em sua vida que não dará algum sentido á ela.

"O amanhã nos levará embora,
Longe do lar,
Ninguém jamais saberá o nosso nome,
Mas as canções do bardo permanecerão,
Amanhã tudo terá terminado,
E você não está sozinho,
Portanto não fique com medo,
No escuro e no frio,
Porque as canções do bardo permanecerão,
Elas todas permanecerão..."