29 de setembro de 2015

Delírios ao som do tic tac

Daí ela pensou que tudo seria perfeito, que seria como em novelas, filmes de ficção, e que o tempo não voltaria atrás.. Daí ela se enganou.
Ué, mas o tempo não volta, nunca voltou. Aliás, aaah se ele voltasse!
Talvez ela tenha dito errado, o tempo não voltou, quem voltou foi ela. E a monotonia que ela achou ter sido culpa do longe, era culpa dela mesma.

As pessoas cada vez mais distantes, cada vez mais sem graça, sem sentido, era culpa do longe.
A falta de vontade de estudar, de aprender, correr, se mexer, cozinhar, confeitar, tirar fotos, também era culpa do longe.

Mas não era..

Tudo fazia parte de um sonho, cada passo naquela natureza incomum, daquelas árvores que mudavam constantemente, e radicalmente... Tudo era tão cheio de tudo, que não era nada, as vezes.
Mas o tudo um dia acabou, e ela voltou para o nada (OU o que ela achava não ser nada).

Aí nos primeiros dias de volta, aquele calor insano lhe fez sentir saudades do frio inexplicável. Mas só aquele frio do termômetro mesmo. Porque o frio que vinha das pessoas, ela não queria mais, estava feliz com o calor humano do perto.

O tempo foi passando e o sentimento não mudou, aquele vazio insano persistia, por mais abraçada que ela pudesse se sentir, algo faltava.
E ela descobriu apenas depois de várias horas passadas no relógio.
O vazio constante naquele sonho intenso, vinha de dentro. De um desânimo que começou com aquelas inconstâncias humanas comuns, mas que com o "tic tac" tornaram proporções arriscadas, por puro descuido de não levantar a cabeça na hora certa.
O tempo foi baixando cada vez mais a guarda dela, o desânimo tomou conta e atrapalhou tudo, afastou todos, e lhe trouxe pra perto daquele amor antigo...

O amor antigo que no meio de tantas mudanças não desistiu de esperar, no meio de tantos espinhos insistiu cicatrizar, e que no fim, foi peça fundamental para ela descobrir uma grande parte de si mesma.
Descobriu uma parte tão grande, que passou a entender mais ainda do amor (dela pelo menos), que pode existir sim, sem ser "recíproco", porque amor nenhum é cem por cento recíproco. Eu não quero amar hoje o tanto que amei ontem e que amarei amanhã, porque sou inconstante. E se amor fosse de fato recíproco, não seria amor. Não relevaria nada, nunca, não perdoaria, não abriria mão de nada, não compadeceria de si mesmo, não amaria.

Nota: Falar de amor, muda sempre aqui dentro. O que penso sobre este verbo agora, não será exatamente o que pensarei amanhã.

27 de setembro de 2014

Reflexões pós nove meses



Não estou conseguindo seguir com a promessa que fiz a mim de seguir escrevendo sempre aqui, as experiências e expectativas...
As vezes parece que nada está sendo como era pra ser, as vezes parece que eu esperava mais disso aqui, mas algumas coisas cansaram e eu entrei num momento de paz interior e de reflexão, um momento de encontro com o meu Deus. E agora, muitas coisas estão mais clara para mim. Não vim aqui por nada e para nada, essa oportunidade é muito mais do que uma desculpa para viajar, é um momento muito particular de conhecer a você mesmo, e eu estou tentando investir nisso, porque com certeza, serão as minhas melhores lembranças. Melhores até, do que as milhões de supostas fotos em festas com amigos obsoletos.

Imagine você se afastar de todos que diziam ser seus amigos, no sentido de ir morar longe por um tempo, e
receber atenção só de alguns? ou só daqueles que você não esperava? É eu quem está viajando, é eu quem precisa dar atenção para quem fica. Mas ao mesmo tempo, é eu que não tenho a linha de ônibus mais próxima que leva ao meu lar, ao meu recanto de segurança, é eu quem tem que fazer exatamente tudo que meus pais faziam, sem eles por perto para dar os melhores conselhos. E talvez, a pouca atenção que eu esteja tentando conceber não esteja sendo reconhecida e vários laços vão se perdendo pelo caminho.

Imagine você se afastar por um tempo de quem você até então, achou que poderia ser feliz sem, e descobrir que qualquer coisa passageira não vale nem metade da história que você construiu ao lado daquela pessoa. E que todas as críticas vindas dos "amigos", não faziam sentido, porque o sentimento da muito mais sentido as relações do que os níveis de QI.

Imagine você ter a oportunidade de vivenciar a rotina da profissão que você imagina querer seguir, e decidir se suas futuras forças serão postas naquilo, ou se você vai seguir caminhos opostos.

Imagine você conseguir descobrir o porquê daquelas pessoas na sua vida, e por qual motivo elas entraram, e o porque foi daquela maneira que tudo aconteceu.

Imagine você sentir e entender o tamanho da importância  que você tem no dia a dia da sua família e se perceber como um pilar que ajuda a segurar uma casa, e que você sabe que quando voltar, muitas palavras serão ditas, e muitos sentimentos e laços se tornarão ainda mais forte.

Imaginou?
Apenas algumas reflexões que eu tenho feito todos os dias aqui, tão distante.
Espero conseguir amadurecer com toda essa contagiante experiência, crescer na minha fé, aprender cada vez mais, me especializar como bióloga naquilo que me trará mais felicidade, voltar para o Brasil com objetivos firmados e sonhos re-construídos.
Espero que cada um faça um intercâmbio um dia, um intercâmbio de experiências interiores, porque esse, valerá mais do que mil viagens, nem que para isso, você precise realizar alguma...

10 de agosto de 2014

Seven


Budapest, Cidade do Amor. Junho 2014






"Have no fear

For when I'm alone
I'll be better off than I was before..."




Sete vidas, sete pecados capitais, sete meses de Irlanda!
Ilha esmeralda, não podia levar outro nome, muito mais verde do que cinza, calma, límpida, bonita.. Terra de gente generosa, amorosa, de gente feliz mesmo em dias de chuvas (quase todos os dias). 
Tudo que eu não gosto certo?
Não poderia ter escolhido lugar melhor pra fazer meu intercâmbio. Sair um pouco daquele movimento, trânsito maluco, daquela correria.. Para estar num lugar como esse tão perto de todo o resto da Europa. Lugar para se desvendar, conhecer a história, para refletir...

Já estou quase alcançando a lista de 10 países visitados (na próxima trip completo). Quantidades pra mim não importam, tento ir para cidades com um Q a mais, menos clichês, busco por cantos de belezas naturais, daquelas coníferas lindas que a gente não encontra no Brasil. Da paisagem quase igual em todos os lados mas, intocadas!
Cada nova viagem é um mundo novo de percepções próprias, absorção do ser de outro país, da atmosfera diferenciada, da apreciação, reflexão do que é diferente para nós, vivência de novos sabores e sentires...


7 meses vivendo aqui, significam 7 meses a menos para viajar. E isso me deixa um pouco triste, porque os dias vão passando e tenho menos tempo para conhecer lugares da minha lista de sonhos (que não é pequena). Mas o que me conforta é saber que sou forte e talvez "smart" o suficiente, para aproveitar novas oportunidades, correr atrás desses sonhos que talvez, vão demorar mais para se realizar. Ou se não acontecer, tudo bem, já estive em terras europeias e isso pra mim já era inalcaçável que chega para eu estar explodindo de felicidade. Então, se eu fosse embora amanhã, estaria suficientemente realizada.  


Realização é a palavra que me faz levantar todos os dias da cama, palavra de impulsão que ergue-nos até nossos sonhos. E cada dia vivido, cada pequena coisa alcançada, é um degrau vencido, seja ele pequeno, grande, inclinado...


Espero conseguir desfrutar muito mais desses 11 meses que ainda tenho pela frente, abrir ainda mais a mente para novos aprendizados, vivencias. Estar disposta a voltar e continuar buscando por melhorar, no meu trabalho, na minha fé, nos meus estudos, família..Porque afinal de contas, uma coisa que sempre digo e que continuarei refletindo: o intercâmbio nos põe muitas pessoas diferentes a nossa frente, conhecemos várias, de várias culturas Mas quem a gente realmente desvenda e conhece bem nesse período, somos nós mesmos. 



"..Apoderar-se de si
Remediando passos
Convergir no olhar Nosso brio e fúria Conceber, conservar Aguerrida entrega Nesse nosso desbravar Emanemo-nos amorAté quando suceder De silenciar O que nos trouxe até aqui..."

23 de julho de 2014

Saint Patrick Day's

A vida fácil sempre nos deixa cômodos, e nessa fase de bolsista que vivo atualmente, é que não tenho a menor sombra de dúvida disso. 
Na minha terra natal, não respirava, emagrecia sem academia, precisava anotar tarefas para não correr o risco de esquecer, esquecia do mesmo jeito... Agora, tudo está mais light, principalmente o tempo de sobra. Mas como li por aí, o intercâmbio faz conhecermos mais sobre nós mesmos, do que os outros, e estou concluindo que não nasci para essa vida parada. Preciso de movimento, horários, pensar rápido, prazos, pressão, café... A graça está no vai e vem, não na estabilidade. Tomara que a faculdade aqui seja tão difícil que eu precise ficar horas debruçada para aprender...

Mas enfim, vamos ao que nos interessa.
Ah muito tempo atrás - vulgo quatro meses, em Março a Irlanda comemorou mais um dia de São Patrício, e "arround the world" várias construções famosas ficaram literalmente verde.
A cor da sorte, do trevo de três folhas - que aqui na Irlanda significa sorte e que é um dos símbolos do país; a cor da roupa do santo padroeiro dessa grande fazenda, como diria um amigo meu. E talvez ele tenha razão, uma grande fazenda é mais verde do que cinzenta e a cor remete a sorte...

No dia de São Patrício, todo Irish sai a rua para comemorar, em todas a cidades do país, mas a concentração principal e a maior festa é em Dublin, capital; e eu estive lá. 
O lado cultural é muito bonito, com desfile pelas principais ruas da cidade, assim como quase toda festa tradicional - inclusive o carnaval das passarelas no Brasil. Durante a semana anterior há uma programação especial de shows, apresentações culturais das mais variadas artes, parques espalhados pela cidade; uma boa pedida para famílias e jovens apreciadores da cultura local. 
Mas no dia 17 de Março, último dia de comemorações, a festa acabou com o final do desfile, por volta do meio dia, e após isso o que restou foram pessoas bebendo na rua, tentando entrar em algum pub no qual não dava para se movimentar dentro, de tantas pessoas procurando diversão. 
A polícia local tentava o tempo todo tirar a bebida das pessoas que insistiam em carregar todo o estoque de fontes de álcool dos mercados próximos; mas o esforço era visivelmente inútil e as pessoas continuavam...
Na rua, o que se ouvia eram cornetas, brasileiros gritando (sim, eles estavam em Todas as esquinas), e alguma música relativamente baixa vindo de algum pub próximo...
A tentativa de diversão da minha parte foi falha, estava ruim do estômago e não bebi daquele dia, e olha que já costumo ser chata bêbada, imagine consciente...

O que conclui da festa é que o intercâmbio não foi capaz de me mudar tanto ao ponto de me fazer ir para um carnaval de rua e conseguir obter algum sucesso e diversão, então da próxima vez, tentarei aproveitar mais o lado cultural da festa que me parece rico. Além disso, as pessoas nas ruas durante o desfile realmente valorizavam aquilo, e isso foi umas das outras coisas que conclui, os irlandeses são realmente patriotas e amam usar todos os acessórios remanescentes e comuns na festa de São Patrício, assim como os baianos gostam de pôr seus abadas em Fevereiro..

12 de maio de 2014

Uma carta pra Ela..


Só de pensar em escrever algo, as lágrimas já começam a se fazer presente aqui de longe.
Mas vamos lá...
Hoje é seu dia minha rainha!

Primeiramente, gostaria de simplesmente te agradecer por tudo.
Estou aqui distante, vivendo intensamente um momento na minha vida que jamais vou esquecer, correndo atrás dos meus sonhos, viajando, conhecendo lugares que quando eu era pequena ficava sonhando em poder estar um dia.
E tudo isso graças a quem?
Obviamente a Minha mãe.
Mesmo sabendo que você prefere essa vida pacata ao lado da família e para a família em todos os momentos, eu não posso negar que o que me impulsionou até aqui é o exemplo que você me deu durante toda minha vida. Sua persistência, honestidade, sua calma infinita para com nós e principalmente sua bondade nata, me inspiram cada vez mais a seguir em frente e correr atrás dos meus sonhos.
Desculpa eu estar tão longe agora, mas infelizmente os filhos criam azas, e assim como eu absorvi de você bons sentimentos e características genéticas, eu peguei um pouco do senso aventureiro e liberto do Lorinho...
Eu e meu irmão somos a mistura perfeita de vocês dois, um pouco de amor daqui e dali, mas no fundo todos nós somos ímpar. Cada qual com sua essência.
O que vale é viver o amor, lembrar todos os dias da família maravilhosa que eu tenho e lembrar também que se não fosse essa mulher guerreira aí, a gente não seria tão unido. Obrigada pela nossa família, você tem culpa nisso! Haha

Te desejo tudo de bom nessa vida, felicidade, paz no coração, e principalmente saúde (né dona Inês?) pra seguir em frente!
Porque vontade de viver e amar-nos... aah, isso eu sei que não lhe falta!
Te amo para todo sempre!
Feliz dia das mães minha melhor amiga!

1 de maio de 2014

Ser ou não ser?

Aqui e em todo lugar, isso sempre costuma acontecer.
Eu me deparar com alguém que não sabe ser quem é, simplesmente...
Ta certo que, a todo tempo a gente se desfaz em nós, finge algo aqui ou ali, ri falsamente em algum instante oportuno e necessário, o mundo nos exige isso em alguns momentos. Aceitável?
Talvez sim, dependendo do ponto de vista.
Mas considerando que, se alguém se julga do bem, ou se julga tentar ser o melhor que é, não. 
A busca por viver sua total essência - se é que isso importa, deve ser verdadeira. 
Não se manipula momentos, horários, falhas, não se coloca alguém de canto por um tempo. Não se desfaz um sentimento intenso numa noite para o dia. Não faz sentido viver o que não se quer por questão de status. Não faz sentido esconder-se de si mesmo, fingir ser quem não é por simplesmente, se importar com que os outros vão pensar. 
Dificilmente consigo ser falsa. Posso conviver com quem não "bate", e ser feliz com isso, mas não torno coisas que julgo ruins parte da minha alma, parte do que sou. Porque não faz sentido Eu não ser eu, simplesmente. 
Ter medo é aceitável, viver infeliz por querer e fingir que não pode, não. 


"Não procure paz onde paz não há
Não procure alguém onde não há ninguém
Não procure um céu azul no Mar Vermelho
Não procure outras pessoas no espelho.." - E.H


29 de abril de 2014

Vamos nos permitir?

"Do meu olhar para fora, o mundo é só miragem.."

O que seria da vida sem as coisas simples que preenchem nossos dias?
sem os prazeres de uma companhia sem cobranças?
Sem fazer questão de status? de estar no meio dos "interessantes"?
Espero continuar assim, nesse momento de paz interior, caçando e encontrando boas coias em pessoas inesperáveis, me surpreendendo com os outros e comigo mesma. Espero continuar na busca do que realmente sou, estando ao lado de quem quer que for, mas feliz por isso.
Encontrar momentos, a paz, a natureza. Encontrar-se nisso tudo e compartilhar d'alma que pulsa aqui dentro... Que tem vontade de ser, estar, viver...amar, talvez. Mas primeiramente, a si mesmo.


"...eu finjo ter paciência... E o mundo vai girando cada vez mais veloz, a gente espera do mundo e o mundo espera de nós... um pouco mais de paciência. Será que é tempo que lhe falta pra perceber? Será que temos esse tempo pra perder? E quem quer saber? A vida é tão rara..." - Lenine

Clichê, que não perde o significado Nunca pra mim.
Bora viver?

27 de abril de 2014

Sunday Delirium

Estava aqui pensando sobre o que o intercambio significa na vida das pessoas, quando tinha lido um texto de uma colega que está a um ano na Irlanda já; por meios e motivos diferentes mas encarando talvez, alguns mesmos desafios que eu.
Quando eu vim, eu só queria vir.Sabia que profissionalmente essa experiência me traria talvez bons resultados, e eu poderia conhecer lugares que quando eu era criança ficava babando nos filmes...enfim, sabia de tantas mudanças mas não conseguia dimensioná-las na minha humilde cabeça.
Hoje, depois de quase 4 meses, vivendo uma rotina completamente diferente da que eu estava habituada, tenho certeza de que minha maior vontade ao resolver vir pra cá, era mudar coisas em mim que eu não suportava.
Encontrar reciprocidades em pequenas coisas, em pessoas completamente diferentes, cheias de defeitos que eu não suporto mas que devo aprender a conviver por ser apenas humano. Me encontrar ao fazer e estar em lugares que realmente me fazem bem. Compartilhar de momentos com pessoas com prazo de validade na minha vida, mas que fazem a minha vida valer a pena. Me entregar aquilo que sempre sonhei e saber ser feliz livre, o maior dos meus maiores problemas.





Experiências e quedas a parte, estamos aqui para viver, e diante de tantas possibilidades, ficar parado não é uma delas! Então, como um certo poeta disse uma vez, "faz da lágrima o sangue que te deixa de pé.." E bora viver a única chance que temos de sentir e ser feliz por isso!

23 de março de 2014

Galway - Cliffs of Moher







Ok, não estou seguindo a proposta do Blog, então vou dar uma agilizada aqui e falar sobre a viagem que fiz a mais de um mês atrás!
Ganhamos um Break aqui das aulas por uma semana, a conhecida "study week" que algumas instituições dão aos alunos. E ao invés de estudar fomos viajar, como bons filhos da Dilma que somos.
Escolhemos cidades clichês, compramos passagens baratas, duas excursões e só fomos...
A viagem começou no sábado, dia 15 e passamos o dia na estrada. Fomos para Dublin e de lá fomos para Galway!
A cidade não conhecemos muito porque chegamos a noite já, e domingo cedinho tínhamos excursão para os Cliffs of Moher.
O nome significa As Falésias de Moher, e em Irlandês diz-se Aillte an Mhothair.
O "penhasco" popularmente falando foi formado a mais de 300 milhões de anos atrás no período carbonífero e é considerado um belo exemplo de bacia sedimentar, o que normalmente só é visível por abaixo do oceano. 
A história do local, flora, fauna e geologia está disponível num centro de visitação muito semelhante com a casa do teletubbies, construída para melhor atender aos turistas que vão ao ponto mais visitado em toda a Irlanda. Há um site também que trazem muitas informações bacanas sobre os Cliffs -  https://www.cliffsofmoher.ie/ ; o que eu acho bem interessante porque você escolhe saber mais do que lhe de fato interessa.
Gostaria de compartilhar um pouco da sensação e do momento em que visitei.
O dia foi longo, fomos em uma excursão, onde o motorista era o guia e durante o percurso ele ia contanto sobre os lugares que íamos passando - o que em certo momento se tornou meio boring, mas ok...
Estar no Cliffs é algo que quis desde que comecei a pesquisar sobre a Irlanda antes de decidir vir pra cá; não acreditava na possibilidade de existência de um local como aquele!
Parecia que o mar tinha descido suavemente para nos mostrar tamanha beleza.

Ver o oceano na sua imensidão de ser a mais de duzentos metros de altura é de fato algo indescritível.
Eu diria que é um belo exemplo de local que não se deveria morrer sem antes, conhecer;. É um tanto quanto muito utópico, mas apesar de a gente ter passado só algumas horas, andando e tirando rápidas fotos, em vários momentos fixei meus olhos em roxas e fiquei imaginando o quão o mundo é perfeito,  e o quão a gente não valoriza isso... 
Bom, pode ser que se sentir melhor em algo natural do que num shopping seja algo essencialmente meu, mas acredito que muitas pessoas também carregam isso em si.
Depois dessa ida, a minha vontade é de levar cada pessoa que eu amo pra lá, e dizer, "look this" e talvez olhar em seus olhos e vê-los brilhar, tanto quanto os meus estavam e estão ao escrever esse post hoje. É um lugar que quero ir quantas vezes me for possível ir e que eu recomendo Demais; mas recomendo também que vá com vontade para aproveitar ao máximo, não vá porque é mais um ponto turístico... Apesar de eu ter ido e querer ir em lugares clichês, minha intenção é aproveitar, acrescentar, aprender, ver, sentir e compartilhar!

Lucas, Sabrina, Ana Carolina, Mateus,
Cláudio, André, Guilherme e Maycon...
Ah, e sobre as pessoas com que vivi esse momento: são as pessoas que eram para estar lá, comigo, cada um do seu jeito, sorrindo e aproveitando da sua forma, como há de ser...


Dicas: Se possível, alugue um carro e vá! Você ganha mais tempo para curtir e consegue ir até as últimas falésias... Mas se não der, existem algumas empresas de turismo que fazem essa excursão, como fizemos. Compramos pelo site - http://www.galwaytourcompany.com ; e indico! Paramos em vários locais legais, mas se fosse falar de todos, teria que pesquisar muito, e como já estou atrasada nas postagens, vou indicar meu Flickr para visualizarem as imagens: http://www.flickr.com/photos/121192394@N05/  

17 de janeiro de 2014

New School

Hoje já é sexta-feira e não postei nada ainda, então decidi falar sobre as primeiras impressões sobre a Wit e as aulas..
Nossa rotina do curso de inglês começou segunda-feira (13/01) e tivemos uma maratona de 30 horas de aulas durante o decorrer da semana, o que se repetirá até Julho por hora.
Temos disciplinas como num curso de graduação, como gramática, preparação para o IELT e Propourses to English.
As aulas ocorrem na WIT mesmo, em meio aos alunos de Engenharia, Bussiness e afins. Geralmente iniciam às 9:15 e vão até as 17:15, a principio estamos levando marmita porque a comida no campus é em média de 6/7 euros e nada boa! - diga-se de passagem.
Os professores são bem tranquilos, e o inglês deles é tranquilo de assimilar. A maioria, principalmente os dois professores homens que temos são bem engraçados, didáticos e animados!
A principio fomos divididos em 4 grupos, de a cordo com a nossa nota do TOEFL ITP que fizemos ainda no Brasil, lá em Junho, mas hoje fizemos um teste da Universidade de Oxford para alterar as turmas e nivelar melhor o pessoal, mas o resultado ainda não sabemos quando vai sair.
O campus é muito bonito, bastante moderno e grande, tem vários mini restaurantes espalhados nos prédios e é muito organizado. Aqui, todos os alunos possuem o WITCard, um cartão que se usa nos restaurantes, lojas e conveniências aqui no campus, inclusive para fazer cópia, imprimir e pegar livro na biblioteca. Existem máquinas espalhadas no campus, tipo caixa eletrônico em que você carrega o seu card,além de você poder carregar na internet ou com umaplicativo caso tenha uma conta em banco por aqui. Existem estabelecimentos que só o aceitam o witcard ou que é mais caro caso você pague  "by cash".

Mesas de estudo, By: Thefy
Sessão dos Biology's books
3 andares da Biblioteca. By: Thefy
Quarta-feira fomos conhecer a Biblioteca com o professor Jonh, ele preparou a aula com a temática e nos ensinou algumas coisas importantes que iremos precisar durante o curso de graduação. A biblioteca me pareceu  do mesmo tamanho da BU na UFSC, mas em formato diferente, com 3 andares, corredores lineares de livros e com mesas de estudo por toda a parte. Existem salas de estudo individual também, e salas para tirar cópia ou imprimir algum arquivo - com o WitCard é claro!
Livro que escolhi para coletar informações
O laboratório de informática também fica dentro da biblioteca... E quanto aos livros não olhei muita coisa ainda, apenas osque  me interessavam, os de biologia e afins, que ocupam uma estante e meia mais ou menos, o que é pouco pra mim, na Ufsc tem mais; mas aqui  não existe o curso Biologia como compreendemos, que você aprende ecologia, zoologia, botânica... Aqui o curso é Applied Biology mas com ênfase em alguma área específica, como o meu futuro que será Biomedicina, pelo que li se dará mais ênfase na parte de farmacêutica, bioquímica e  indústria de alimentos, mas tentarei pegar disciplinas interessantes como Horticultura e outras que não me recordo agora.
O professor nos deu 10 min para pegarmos informações básicas sobre algum livro referente a nossa área, nessa hora fiquei com bastante dúvida, mas peguei um de Algas que parecia ser super interessante.
De inicio é isso, semana que vem a Brazilian Society preparou uma festa para os novos alunos, será na quarta-feira no próprio campus, e nesse dia a tarde teremos a apresentação de todas as sociedade aqui na WIT, estou ansiosa para conhecer e talvez entrar em alguma de algum esporte.

Nova bike!
PS: Hoje adquiri meu mais novo meio de transporte! Moro a uns 20 min da WIT e não temos ônibus de graça da nossa moradia, ao contrário do pessoal que está alojado na Manor Village que tem um micrônibus a disposição nos horários de pico para ir e voltar da aula...





10 de janeiro de 2014

Change

Os caminhos mudam, os ventos, a estrada.
Os objetivos e sentidos também, meu blog por exemplo, ficou parado por tanto tempo, e agora será reativado...mas com outros objetivos.
Como a busca pelo voo mais alto nunca sessa, estou eu aqui, depois de um voo de mais de 2 mil quilômetros, vivendo no hemisfério norte, com o sol nascendo "teoricamente mais cedo" todos os dias, num clima diferente, vegetação e cidade diferentes... Mas vivendo, eu diria.
Quero destinar esse blog então, ao fornecimento de informações sobre a vida que levo aqui e possíveis lugares que eu venha a visitar daqui para a frente.
Hoje é oficialmente o terceiro dia em terras europeias, e o tempo passa tão rápido que eu nem me dei conta que já faziam três dias dessa mudança tão brusca.
João Paulo (GO), Ingra (MG) Sabrina (RJ) e André (GO)
A viagem pra cá foi tranquila, tediosa eu diria mas tranquila. A pior parte não foram as turbulências nem a comida de microondas servida no avião, mas sim a despedida de quem a gente ama. Demorou um pouco para o efeito dos olhares de choro cessarem, mas recuperei por hora; decidi não pensar muito na família, porque isso ainda é um ponto fraco meu, mas sei que sou forte o suficiente para não deixar a saudade influir nas minha lutas diárias aqui.
A passagem por Paris foi tranquila, o aeroporto de lá é pequeno e muito bem sinalizado, pegamos a conexão facilmente e sentimos um pouco do frio também. O voo até Dublin foi rápido mas a espera no aeroporto até o ônibus que levaria a gente até a nossa cidade oficial demorou eternamente.

ônibus que nos levou de Dublin até
 Waterford (aprox. 180lm)

O motorista do Wit Bus mostrou-se como a maioria dos irlandeses por aqui, simpático, engraçado e super educado. A viagem até em casa foi cansativa, mas as rodovias estavam com pouco fluxo e em duas horas - pouco mais talvez, estávamos em casa.



A nova casa. Divido o apartamento com mais três, dois meninos e uma  menina, todos com quarto e banheiro individual, menos a felicidade dessa nova vida, que parece-me comum a todos os brasileiros por aqui - que não são poucos, diga-se de passagem.
No primeiro dia, já tivemos a "Induction" na WIT, onde os membros do "International Office" nos apresentaram como é a funcionalidade e facilidades para os estudantes do Instituto. Além disso, fizemos um tour pelo "Cork Campus" - onde irei estudar; para conhecer a estrutura e mais detalhes sobre o dia-a-dia aqui.
Museu Medieval
Fábrica de Crisal



















Hoje - terceiro dia, acordamos relativamente cedo para conhecer a fábrica de Cristal e o Museu Medieval da cidade - logo mais falo sobre cada um. Entre um local e outro almoçamos num restaurante pequeno - não me recordo o nome, mas bem rústico e aconchegante, o cardápio foi sopa e 3 mini sanduíches - Deliciosos!
Após isso, fomos conhecer a loja mais famosa aqui na Irlanda - Penney's! - uma loja de departamento tipo a Renner ou C&A no Brasil. Aqui o centro é comum a Florianópolis, ruas cheias - algumas só para pedestres, só o formato das lojas é que muda um pouco, pois a maioria fica em prédios antigos, o que torna elas muito fofas.
Por hora, acho que é isso.

4 de setembro de 2013

Descobri que é mais fácil de se fazer poesia do que se imagina.
Descobri que poesia estava em você, tão humano e simplório,
Descobri a rima no balbuciar das árvores. O sussurro,quando eu aproveitava os quatro elementos de tudo, deitada diante do mar...
Amadureci suficientemente para entender que o relógio misturado a vida que nos permeia é quem nos mostra a rima, a combinação perfeita; entre a vontade de pulsar e aquilo que é inconsciente em nós.
O código interior, a,t,c,g, a apoptose, a reação, ação, a proteção, o corpo, a Alma.
Ainda que haja quem dúvida que ela exista, é impossível acreditar que seu pensamento age sobre sua vida como um todo.
Ser e pensar, ser ou estar... Eis a questão.

"...não procuro outras pessoas no espelho." H.G.


14 de março de 2013

Sem pé nem Poesia

Ela procurava graça até na poesia de marketing do mercadinho mais próximo e nada. Não encontrava a criatividade em lugar algum, um canto qualquer ou no piscar de olhos mais breve, nada, nenhum, nunca mais..Foi o que pensou, quando reparou que não tirava aquela frase da cabeça: "talvez seja bom escrever mesmo quando se esta feliz" e pimba, o segredo era esse.
A graça deixou de estar nas palavras trêmulas que juntas levavam os leitores por uma correnteza de sentimentos, ela passou a estar ali do lado, no riso frouxo sem motivos aparentes, no silêncio dos pensamentos, aquelas lembranças de momentos bons, de um coração seguro, firme e forte! Em dia com o colesterol, em dia com o sentimento, talvez um pouco inquieto procurando algo para fazê-lo se remexer, viver e revirar, mas calmo por estar feliz..completo.
A graça passou a estar na luta diária, em saber que todo e tudo conquistado foi fruto de mãos ainda calejadas e doídas, porque simplesmente não pararam de buscar.
Ela passou a morar próxima da rotina sem sentido, revirada e do avesso, um dia lá sonhando com aqui, e no outro aqui sonhando em estar lá...Sem previsões, apenas pulsando junto com o relógio e não para o relógio. Foi por isso que a criatividade sumiu, a poesia se fez diária no olhar breve e sorriso torto, na frase "mau dita" , errada, errônea. Ela não ficava mais no papel, passou a ser vida e a fazer a vida mais bela, passou a ser escrita hora por hora em cima de um livro criando aquilo que costumam chamar de história, minha e tua talvez nossa, talvez de todos.

5 de dezembro de 2012

Breve

Eu tinha esquecido como era se sentir assim tão leve mesmo estando sempre em crise com a balança.
Não sabia mais como era querer estar perto e longe ao mesmo tempo..
Não lembrava de tanta coisa, de como é bom passar uma tarde de chuva deitada, acompanhada, de saber que tem alguém esperando lá fora, de lembrar de um momento compartilhado e rir sozinha no ônibus, de ficar feliz por receber um boa noite, e um recado dizendo que não dormirá com anjos hoje, porque a sua está longe... Faltava algo que eu nem sentia falta, alguém que topasse estar ao seu lado em qualquer loucura,  só para ainda assim, estar ao seu lado.
O vazio que tinha antes era estranho porque não incomodava, só estava ali ocupando seu espaço cheio de nada esperando para abrigar alguém aleatoriamente  Alguém que aos poucos fosse mostrando que mesmo não sendo/tendo nada daquilo que se idolatrava conseguiu roubar horas no seu dia de pensamentos.

Cada instante renovado, a alma mais límpida, o querer mais exposto, a vontade acima da pele, o desejo no toque, o olhar que não fixa, as mãos trêmulas, a voz que não exala, o coração acelerado, adrenalina, serotonina, bioquímica...do que mesmo? Daquilo que você tanto temia em dizer, meu amor. Silêncio. O beijo. O ar renovado de boas energias e um até breve mais leve...

"Força e delicadeza
Sonho e precisão
Seja firme, seja leve
Seja breve" - P.V.

20 de novembro de 2012

Alguns km's de vida a mais

É engraçado quando as oportunidades de fazer certas loucuras vem até nós. A gente pensa, analisa as possibilidades, os prós e contras e de repente está embarcando, se jogando..
Foi assim que aconteceu, não faz muito tempo.
Resolvi encarar uma viagem que eu acreditava nunca realizar na minha vida. Conheci o projeto Conexão Sul pelo Bio/UFSC e admito que estremeci um pouco antes de aceitar a chance. 

A ideia era pedalar com um pessoal, só até ali no Rio grande do Sul, na cidade de Maquiné, embarcando aqui da capital de Santa Catarina. O fato era que eu não conhecia ninguém muito bem, não pedalava a tempo, pra falar a verdade adquiri meu meio de transporte um mês antes da viagem, providenciei os acessórios e esperei.
Esperava conhecer melhor pessoas que eu via apenas de vista uma festa ou outra, ou um esbarrão pelo campus. Acreditava que a união nos empurraria ao além, ao infinito, ao objetivo.. Acreditava que com certeza eu encontraria olhares encorajadores, olhares de piedade e até alguns impacientes. Acreditava encontrar sorrisos de cansaço, de alegria, almas transbordando satisfação consigo mesmo. Acreditava encontrar briga, discussão, pressa, calma demais, piadas, músicas. Acreditava nas pessoas.
Foi tudo isso e mais um pouco.
O pouco que eu não consigo definir ao certo, porque simplesmente não existem muitas palavras que definem os 7 dias de viagem, os tantos pneus estourados, os morros infinitos, o vento contra, a chuva, a cachoeira, a água da santa, o mar revolto, a goiabada que dava força, o axé, a comida coletiva, os alongamentos, as conversas, as lágrimas, o descobrir-se como capaz... e tanto mais..
Só tenho a agradecer a todos que se fizeram presente nessa viagem, não só como corpo pulsante e presente, mas como almas que transbordam energias vivas e que de algum modo estiveram do meu lado! 
Eu consegui, me superei e hoje já não sou mais a mesma! 

"Mas não precisamos saber pra onde vamos
Nós só precisamos ir
Não queremos ter o que não temos
Nós só queremos viver
Sem motivos, nem objetivos
Nós estamos vivos e é tudo
É sobretudo a lei
Dessa infinita highway" - Engenheiros do hawaii

24 de outubro de 2012

3 x 4



 Sempre funcionei melhor quando falo de amor, paixão, dor... Mas admito meu caro, não consigo jogar nada em páginas e páginas em branco, falar algo bonito e romântico, que toque no fundo na alma, que faça estremecer o peito aqui dentro. Nada. Será que nada reluz o que está preenchendo o meu eu? Será então que é tudo disfarce essa vontade, saudade, essa risada frouxa e inesperada? No  fundo quero acreditar, que o sentimento é isso: nada, vazio.
 O vazio que só de pensar em ficar cheio aperta, provoca frio e saudade. O vazio que nos faz explodir de tanta vontade de encher, de crescer, de amar... O vazio que nos impulsiona  a viver o que nos for possível, de aproveitar cada segundo juntos, de contar histórias, de derramar lágrimas, contar nossas mágoas, apagar chamas que ainda soltavam faíscas e machucavam, de viver loucuras porque não? De ser sinceros, de viver na verdade e nada mais do que a verdade.
 Eu sou assim, tão cheia de manias e intolerante, e você assim, tão flexível e cheio de simplicidade... Vamos unir o útil ao inútil e ao que nos faz feliz, vamos viver e só. Deixar o resto ser apenas o resto que nos mantém vazios, assim tão cheios de vontade! 


"Somos o que há de melhor
Somos o que dá pra fazer

O que não dá pra evitar

E não se pode escolher"

19 de outubro de 2012

I feel



E é assim que eu me pego as vezes: Tentando me equilibrar por cima dos trilhos da vida, meio desesperada, insegura, com medo do imprevisto desagradável.. Mas no fundo: com mais vontade de ir a frente do que de parar ou diminuir o ritmo. Penso nessas horas também numa frase que disseram-me esses tempos. Algo mais ou menos assim: "como não ter sede de viver sem lembrar da Ana Carolina Schmitz.."
Realmente, ter lido isso sobre mim, me fez refletir muito; no fundo é exatamente isso que me define: possuir na minha essência tanta vontade escondida, tanta sede de saber mais e viver intensamente aquilo que me faz bem, que me provoca risos...E é assim que vivo, percorrendo os trilhos da vida, hora lineares, hora conturbados, sem olhar muito os tropeços que ficaram para trás, ou aquilo que já não me acrescenta mais, talvez não com olhar de saudades ou arrependimento, mas como aprendizado que por algum motivo qualquer e em algum momento trouxe um significado considerável na minha existência.
Sei que todos tem essa vontade súbita de viver dentro de si, facilmente explicável biologicamente, mas a questão é que as vezes falta deixar-se descobrir como ser que realmente VIVE!

8 de agosto de 2012

Variações Sentimentais

Essa velha mania de pessoa desocupada anda me influenciando novamente. Nada mais distrai, atrai..
O tempo que eu precisava para ler, assistir filmes, seriados e ouvir aquelas velhas músicas que me fazem pulsar mais forte eu tive. Mas não foi o suficiente. As voltas seguidas dos ponteiros no relógio talvez tenham sobrado, o que faltou de fato foi algo que eu ainda não sei. Talvez alguém? Alguns?
Não estou no momento de me prender a um sentimento forte e estrondoso, queria apenas conhecer mais daqueles que já conheço, viver mais momentos perto deles, trocar sorrisos, frases clichês para provar da sua importância na minha vida. Queria trocar olhares que excitam. Excitam a vontade de viver um no outro, de evoluir, querer saber mais, viver mais...
Não me interessa mais quem, só quero encontrar alguém ou alguns, dispostos a viver exatamente o que eu preciso para me sentir assim tão, completa.

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E tudo isso, já fez algum sentido antes, agora volta.
Você já percebeu essa entonação variável dentro do seu sentir?
É o humano pulsando mais forte e fazendo-se presente.

24 de junho de 2012

Indo e vindo


Ontem eu passei tinta sobre uma parede branca. A tinta também era branca mas a parede estava suja, mal pintada, enfim, era necessário a mudança.
Noite passada sonhei. Estranhamente pela primeira vez, com aquela universidade a quilômetros de mim.

Sinal combinado?
Mudanças a vista?

Não sei bem ainda o que, o fato é que me fez pensar em quantas mudanças vem se concretizando na minha vida, cotidianas, pequenas, boas ou ruins. Metamorfoses que eu acreditava não fazer diferença em mim, mas estão me ensinando muito mais do aquela vida parada com tempo para tudo e todos.
Mas enfim, será que é fase? Ou será que a vida nos leva desse jeito?

Não posso acreditar muito nisso, nós somos e fazemos mudança.
Os planos é que agora mudaram, a vida é aqui, lutando pela profissional melhor, a filha, funcionária, a amiga melhor. Me reconstruir em cima de um sonho adiado, viver as pessoas intensamente, conhecer novas, deixar que me conheçam, simplesmente me entregar.
É certo que não deixei nada disso de lado diante da espera, mas sinto que era mais sucinto, sem muito gosto de quero mais, forma natural de se afastar aos poucos. Mas não preciso mais, quero novos planos, novos sentires, olhares brilhantes encontrando os meus, olhares sinceros e que não se importem  em ficar vidrados, simplesmente por serem verdadeiros. Aventuras, adrenalina, fugidas... Bom, tudo isso que habita em mim e que me trás ao êxtase.

Dentre idas e vindas, mutações me fizeram evoluir, e como é esse o meu sonho maior - ser melhor hoje do que ontem; fico feliz em concluir isso.

"Se agregar não é segregar
Se agora for, foi-se a hora
Dispensar não é não pensar
Se saciou foi-se em bora" - TM

27 de maio de 2012

Pensamentos Aleatórios


Estou ainda tentando me acostumar com esse mundo. Pessoas se afastam, não olham mais em seus olhos, são injustas quando eu já não posso mais falar nada, sobrepõe sua arrogância, te rotulam por um trabalho honesto e simples, não valorizam seu esforço, não estão preocupados com os meios querem apenas os fins 
As pessoas apenas mudam, e o fazem sem deixar um porque do fim na sua vida, por mais duro que seja falar, tenho certeza que não é tanto quanto não saber. Acabam-se as relações hoje em dia, de uma forma muito injusta, não se há mais diálogo, sinceridade, pessoas dispostas ao esclarecimento. Todos tem o direito de cair fora, mas não de deixar um motivo apenas. Como querem que haja evolução nesse tipo de situação?
E não foram uma nem duas vezes na minha vida, cansei de pessoas vazias.
Isso é muito além de eu aceitar ou não, até porque se eu não aceitar o problema é inteiramente meu, depois da despedida cada um age diante da situação de uma maneira pessoal. O que tiro no final de tudo isso é que todo e qualquer tipo de julgamento surge daí, da falta de conversa e informação segura. Então aos que me julgam eu só tenho a dizer que por mais que pareça eu não me importo, mas lamento o fato de ter sumido assim sem me acrescentar mais nada, deixando perder todo o resto que vivemos lá trás ou aquilo que poderíamos viver logo mais a frente...